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25 de jan. de 2013
Diário de Viagem - Welcome to New York: Day 3

Demorou, mas saiu!


 Levantar nessa manhã foi bobagem, afinal dormimos por quase 15h. Animados pelo fim da chuva e energizados pelo longo descanso, caminhamos até o Empire State e aguentamos a longa fila até podermos subir. E podem ter certeza de que valeu muito a pena! É até meio bobo dizer, mas a vista lá de cima é deslumbrante. É muito alto, de lá o Central Park parece minúsculo! A gente tem que observar a quantidade de prédios nas “bordas” dele para lembrar de que Aracaju deve caber lá dentro. Acreditar que o Top of The Rock é ainda mais alto é quase impossível.

 Uma das fotos que tirei do Empire State. Bobagem de altura.

 Com o frio que fazia, não conseguimos ficar muito tempo lá em cima e decidimos voltar a caminhar. Visitamos o primeiro andar da Biblioteca Pública (que prédio lindo e muito bem conservado!), fizemos nosso primeiro passeio pela 5th Avenue (tirando fotos de várias lojas) e até entramos na Saint Patrick’s Cathedral, que abriu há pouco tempo de uma reforma ainda não finalizada. Havia um coral ensaiando e ficamos assistindo por algum tempo (inclusive, folheando o livrinho com as músicas da missa, encontrei Hosana Nas Alturas). Depois fomos almoçar no Cafe Metro, que é um restaurante onde você monta seu prato de massa, salada ou pizza. Eles preparam tudo na hora e sai quentinho para você aproveitar sua escolha. É delicioso e muito em conta!

A fachada da Biblioteca. Eu e mamãe aqui na esquerda, de casacos preto e branco respectivamente.

 Parada seguinte? Central Park! Sério, ele parece impossível. Nas três vezes em que estivemos lá, caminhamos, caminhamos e caminhamos e nunca vimos toda a sua extensão. Nesse dia vimos a pista de patinação, a entrada do zoológico, as charretes (que cavalos cutes!) e toda aquela atmosfera linda que te diz “hey, você está num inverno de verdade!”. Tirei milhares de fotos no meu primeiro dia de experiência com uma câmera profissional (heck yea), babamos nos esquilinhos malucos e nos pardais adaptados, e fizemos um dos melhores passeios da viagem. Também vimos a estátua de Alice no País das Maravilhas, que é enorme e muito bonita! Caminhamos pelo parque o resto da tarde inteira, quando saímos de lá o céu já se pintava de preto. Jantamos Pizza Hut (!) e fomos descansar.

 Eu gosto dessa foto e ninguém pode me julgar (Deus abençoe o automático das câmeras).
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17 de jan. de 2013
Diário de Viagem - Welcome to New York: Day 2



  No começo tudo é festa e tudo deve ser aproveitado 100% (depois de um tempo a preguiça prevalece, né galera), então às 8 da manhã estávamos de pé e indo tomar café. Tomamos café praticamente todos os dias numa deli na esquina seguinte à do hotel (ou melhor, na 35th Street com a 7th Ave.), onde na manhã deste belo dia eu comi, pela primeira vez na vida, a legítima panqueca americana (!!!). Ela é servida com ovos, bacon e/ou hambúrguer. Tem também o famoso molho que você pode acrescentar, porém para aquelas pessoas que, como eu, não curtem mel e canela, é melhor nem experimentar. O cheesecake daqui também é bastante diferente: tanto a massa quanto a cobertura aparentam ser mais moles, e a cobertura também leva pedaços de morango. Ainda estamos no processo de criar coragem para experimentar.

 Memória é algo que realmente devemos admitir que os homens têm melhor que nós (assim como GPS). Portanto tiro meu chapéu para meu irmão, que apesar de um ano já ter se passado desde que ele foi à Nova Iorque pela primeira vez, ainda lembrava-se de praticamente tudo, então nunca estávamos completamente perdidos (isso também se dá ao fato de TUDO ser extremamente bem sinalizado, e de as ruas serem fáceis de andar, já que a maioria é numerada). Aproveitamos o fato de termos acordado cedo para ir visitar a loja da M&M, que é uma monstra de grande. Com três andares de várias coisas que você nunca soube que precisava e estátuas enormes dos M&Ms travestidos de figuras importantes, tais como Elvis e a Estátua da Liberdade, é uma loja para ser apreciada com tempo. Sabe aqueles tubos enormes de M&M que as pessoas tiram foto? É, eles ficam lá mesmo, galera. Nem me diverti, imagina.

 Do outro lado da rua está a loja da Hersey’s. E é um tapa na cara deles quando eles saem, porque a loja é um cubículo. Tudo bem, é bonita também, mas não tem comparação. Porém, os produtos deles são bem mais gostosos, vamos combinar. Então eu sofri com aqueles pacotes de M&M na mão e a vontade de comprar todo sabor de chocolate que eu via na minha frente. Saímos dali para visitar o Gershwin Theatre, teatro onde são feitas as apresentações de Wicked. Para não perder a fama de chorona, bastou entrar no teatro que me deu aquele aperto no coração. E eu nem cheguei aos assentos ou palco. Não, eu estava na entrada do teatro. Mas a decoração ali já é tão especial que você não tem outro jeito a dar senão ficar emocionada.

 Almoçamos McDonald’s e fomos ao Madame Tussauds! Eu poderia ter passado o resto do dia naquele museu, sério. Ele é incrível! As estátuas são de uma perfeição inacreditável. Algumas não são tão boas, lógico, mas a maioria é de te deixar boquiaberta. E tem gente de todos os tipos, viu. De Frankenstein a Justin Bieber (sim). O ticket cobria um filme 4D cujo título era, adivinhem, Marvel Heroes. Era uma história sobre Stark lançando mais uma das suas invenções e Parker entrevistando-o para o jornal, quando Dr. Doom aparece com um plano de utilizar a invenção de Stark para energizar sua arma para, lógico, destruir a Terra. No meio disso tudo, até Loki aparece, com um Jotun à tiracolo. 

 No caminho para o cinema estavam as estátuas de Capitão América, Thor, Homem de Ferro e Hulk. Ultimate HNNNNNNNNNG para a tia Liss.

 Bem, depois disso voltamos ao hotel para descansar um pouco e sair de novo – mas, surprise, todos caímos no sono completamente e só saímos de novo na manhã seguinte.

  Eu e o tio Hulk. Sim, é com esse enorme talento que eu quero entrar na Broadway. Lidem com isso.



 Nota da tia Liss: sobre as fotos, guys. Ainda não tive muito tempo para separar as fotos que vou botar nas nets. Assim que conseguir resolver esse problema, vou criar um álbum e passo o link para vocês. Além de prático, é mais organizado do que eu encher os posts de mil fotos, porque como qualquer mulher eu não sei escolher só duas ou três fotos do dia para serem postadas. Espero que não se importem de esperar um pouquinho. xx
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15 de jan. de 2013
no image



 Eu odeio voar. O pouso e a decolagem provavelmente são os piores momentos para mim, mas o resto não deixa de ser quase tão ruim quanto. E não importa o quanto as pessoas digam que é completamente seguro, que não preciso me preocupar com nada, nem meu psicológico, nem meu físico conseguem se acalmar e/ou concordar. E isso era tudo em que eu conseguia pensar durante as quase 3 horas de voo de Aracaju até São Paulo. Elas já foram ruins (bem, foram calmas, quase não teve turbulência, mas isso não me fez amá-la mais), mas pareciam joaninhas perto das 9:30h até Nova Iorque. A viagem para o Rio também foi tranquila, e bastante curta. O tempo de espera foi bem mais curto e logo estávamos tirando sapatos e casacos para embarcar (não sou de fazer enxame por essas coisas, mas Cássio Reis e família estavam no mesmo voo).

 Logo ao chegar em Nova Iorque, depois daquele longo voo (que por sorte foi noturno, então fui obrigada a tirar cochilos), tivemos de enfrentar quase três horas de fila na imigração. Ao menos as filas andam rápido lá, pois aquela dava voltas e mais voltas, até onde a vista alcançava. Pelas enormes janelas de vidro da sala onde estávamos, notei que é engraçado como o sol nasce tarde e se põe cedo no inverno de lá – ele ainda estava se espreguiçando e se espalhando pelo céu quando chegamos, perto das 6 da manhã. Na fila você vê gente de todos os tipos e de todas as nacionalidades, e um profissionalismo de dar gosto de todos os funcionários. Ali você vê logo propagandas de diversas marcas, como Tiffany&Co, e um pôster enorme de Wicked. É quando você cai em si de que realmente não está mais no Brasil.

 Após passar pela imigração e pegar as malas, você dá de cara com um hall enorme e de vários andares. Pessoas passando para lá e para cá a todo o tempo, e você mal tem tempo para observar tudo calmamente até ir ao banheiro, porque o frio enregelante chega lá dentro. Então você corre para o restroom e veste a segunda pele, a meia calça, outra blusa de manga longa, cachecol, meias grossas, luvas, gorro e, ufa, o casaco. No ônibus que te leva do aeroporto até Manhattan, você percebe que ainda não havia visto metade da grandeza do aeroporto: com 8 portões de embarque e desembarque, ele parece uma cidade. Vários viadutos com carros, vans, ônibus e até aeronaves a todo instante correndo por eles. Acho que Aracaju cabe lá dentro.

 Provavelmente vou levar umas reclamações por fazer propaganda, mas a localização do hotel é incrível. Fica em frente ao Madison, com várias saídas da Penn Station ao redor, e é só descer a avenida que você chega na Times Square, além de que na esquina seguinte está a Macy’s, a maior loja de departamento do mundo. Mas nós só podíamos fazer o check-in às três da tarde e ainda era meio-dia, então deixamos as malas guardadas e fomos almoçar porque ninguém é de ferro. Em seguida fomos à Macy’s para tentar comprar casacos, mas não conseguimos nos encontrar, a loja é muito grande e estávamos lá pela primeira vez. Fomos, então, à Century 21, e lá compramos nossos grandes amigos pelo resto da viagem por preço de banana (a Century compra as roupas dos estilistas e dá descontos enormes para que você possa “afford to look great anytime”). Também compramos nossas luvas e mais gorros, porque estes nunca são demais.

 A essa altura o hotel já estava aberto para check-in, então voltamos para lá. Tiramos algum tempo para descansar e saímos novamente. Infelizmente chovia muito naquele dia (e essa chuva foi bastante insistente nos próximos dois ou três dias também), então a Times Square estava quase... Inacessível (claro que para se dizer isso deve-se somar a chuva e o cansaço da viagem que ainda não havia sido curado). Precisávamos de botas impermeáveis, então fomos à sessão de sapatos da Macy’s, que estava uma bagunça devido às promoções de fim de ano, então mais uma vez saímos de mãos vazias. Mas podem ter certeza de que a caminhada valeu: não tem nada com se embasbacar com a beleza de Manhattan pela primeira vez.

 Após comer nosso primeiro McDonald’s internacional (de vários), fomos ao K-Mart para nos sentirmos nativos e comprar algumas bobagens, tal como chocolate e meu lindo pôster de Avengers (e água, que não é bobagem, mas foi adquirida também). O supermercado é realmente um troço enorme, e o último andar subterrâneo tem saída nada mais, nada menos que na Penn Station. Então estávamos ridiculamente perto do hotel depois das nossas compras. Fomos para lá para descansar e nos preparar para o dia seguinte.

 Só para constar, não fui eu que tirei essa foto, hein galera. A gente não tirou fotos no primeiro dia (boo!).



 First look: valha-me Cristo, isso sim é primeiro mundo.
 Personal: a chuva, por mais que tenha nos atrapalhado, dá um charme todo especial para a ilha, principalmente quando você olha para cima e vê uma daquelas saídas de ar do metrô. Parece coisa de filme, sabe, que você nunca tinha esperado presenciar na vida. Daí você vai sorrir do seu próprio susto e leva outro porque a temperatura está baixa o suficiente para fazer fumacinha branca na frente do seu rosto. Você se sente ridiculamente pequena se colocando num lugar como aquele, mas é uma sensação surpreendentemente boa, porque você sabe que isso não importa, o que importa é que você está lá. A cidade está sempre em movimento e é superverdade que as pessoas dizem que ela nunca dorme: você não sabe quando é domingo porque tudo abre no domingo do mesmo jeito que na segunda, na terça, na quarta etc. E às 11 da noite é quando ela está mais viva. TUDO é bonito de uma maneira extremamente diferente do que a gente está acostumada a achar bonito no Brasil. Mãe, pai e até meu irmão e (nova) madrinha: obrigada.
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25 de dez. de 2012
Diário de Viagem: Welcome to New York


 Como algumas pessoas já sabem, eu viajo para Nova Iorque amanhã, dia 25/12. Eu não podia simplesmente deixar passar em branco a oportunidade de dividir com o mundo as minhas experiências na primeira grande viagem da minha vida (porque viajar para outra cidade para ver a família não dá em nada, não é?), mas criar um blog especialmente para isso seria... Perda de tempo. Especialmente com o meu histórico de falência em blogs. Então pedi para as meninas para fazer um Travelogue, ou Diário de Viagem, aqui no Poser Side, e elas concordaram. Portanto, a partir do dia 26 deste mês estarei postando sobre os lugares visitados, os musicais assistidos e o frio sentido. Espero que com esse diário eu possa fazer você, querido leitor do Poser Side, se sentir um pouquinho mais próximo da Big Apple e que tenha um lapso da energia que eu vou estar passando lá.

 Tentarei postar todas as noites, porém não faço grandes promessas, afinal um longo dia de caminhada cansa a qualquer um. Provavelmente a mágica dos musicais ficará guardada para o post do dia seguinte, ou quem sabe para os posts pós-viagem, quando poderei escrever com mais calma sobre como me senti, aspirante a atriz e cantora, na Broadway. Sim, porque garanto que continuarei postando sobre a viagem por alguns dias após o retorno. O que realmente importa é que esse diário será escrito não só para que eu possa guardar minhas lembranças, mas também para que todas as pessoas que não têm essa sorte que eu tenho, de poder tirar uns dias nas férias e viajar para o exterior, saibam mais ou menos o que é estar em um país completamente diferente do seu.

 Por fim, é fácil ver porque Nova Iorque não é um sonho só meu. Um dia todos nós teremos a chance de realizar grandes sonhos, esse incluído. Acordar numa manhã gélida e sair para as ruas de Manhattan, tomar um copo extra grande de café para se aquecer e fugir do frio entrando de loja em loja me parece um plano melhor a cada segundo que passa - e também a cada segundo fico mais animada, como nunca estive. Admito que a ansiedade maior agora é em relação aos musicais, mas é bom que seja assim, para que a cidade me surpreenda ainda mais (quero compartilhar o fato de que a neve já está chegando aos poucos em NY, então teremos sim algumas fotos cheias de ruas brancas atrás de mim). Em algumas horas estarei saindo do meu pedacinho de fim do mundo para passar longe os 15 dias que provavelmente serão os melhores da minha vida. Esse diário será meu jeito de dizer "vamos comigo?", e o jeito de vocês de dizer que sim.

 E então, vamos comigo? xx, Liss.
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